sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O que é Microcefalia



O que é Microcefalia?
(Do grego mikrós, pequeno + kephalé, cabeça). Também conhecida como Nanocefalia, caracteriza-se pela deficiência do crescimento do cérebro, tanto pela dimensão da caixa craniana, como pelo pequeno desenvolvimento do cérebro em si.
O tamanho da cabeça é menor do que a média da faixa etária da criança ou do feto que não apresenta essa doença. A Microcefalia pode desenvolver-se nos primeiros anos de vida podendo ser adquirida, como pode ainda ser congênita. Poderá também ser fruto da exposição a substâncias nocivas no decorrer da gravidez do feto em questão, havendo a possibilidade da ligação à síndromes genéticas hereditárias.
Vários fatores podem provocar alterações cerebrais ao feto durante a gestação e durante o decorrer dos primeiros anos de vida.
                                                                             Causas                                                                                                                                                                                    Congênitas
Diabetes materna não controlada; Hipotiroidismo materno; Insuficiência placentária; Consumo de álcool, drogas; Anomalias genéticas; Desnutrição; Exposição a radiação de bombas atômicas; Infecções durante a gravidez, especialmente rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose.

  Pós Natais
Má formação do metabolismo; Síndromes como: de Rett, de Cornélia de Lange, Cri du chat, Rubinstein- Taybi, Sechel, Smith-
Lemli-Orttz, Edwards, Down e Grito do Gato; Infecções Intra-craneais (Encefalite e Meningite); Trissomia 13 ou 16; Intoxicação por cobre ou mercúrio; Hipotiroidismo infantil; Anemia crônica infantil; Traumas disruptivos (como AVC); Insuficiência renal crônica.                                              
A Microcefalia é caracterizada quando a cabeça da criança, com um ano e três meses é menor que 42 centímetros. Isso acontece devido ao fato dos ossos da cabeça, que estão separados ao nascer se unirem muito cedo, impedindo o crescimento do cérebro dentro da caixa craniana.

 Sintomas
O sintoma mais característico é o tamanho da cabeça proporcionalmente menor do que a de crianças do mesmo sexo e idade. A Microcefalia primária promove hipertonia muscular generalizada, paralisia, convulsões e atraso mental.
A Microcefalia secundária vária segundo o tipo de gravidade da malformação. Na maioria dos casos s funções cerebrais são pouco desenvolvidas, provocando assim um profundo atraso mental.


Crianças podem apresentar: Atraso Mental; Déficit Intelectual; Paralisia; Convulsões; Rigidez dos Músculos.
Diagnóstico
É feita a medição do tamanho da cabeça, medindo-a em torno do seu topo, (região mais larga) chamada de perímetro cefálico. Com um padrão já bem estabelecido de crescimento, as medidas tomadas serão comparadas a outras do percentil, também apuradas de outras crianças normais.
Os crânios em condições normais, no momento do nascimento, possuem um perímetro de variável entre 33 a 36 centímetros e aumentam no decorrer dos primeiros anos de vida e acompanham o crescimento do encéfalo. Nos primeiros seis meses o crescimento é avançado, após o nascimento (7 a 8 centímetros) chegando aos 46 a 48 centímetros, no final do primeiro ano de vida.
Crianças com Microcefalia apresentam crescimento abaixo da média. Será pedido por um médico, um histórico completo do pré-natal do paciente com essa anomalia e também do seu nascimento e crescimento. Será feito um exame físico, incluindo exame neurológico.
Um histórico familiar para se aferir medidas da cabeça dos pais no intuito de averiguar se há caso de microcefalia na família.
Exames de tomografia computadorizada, ressonância magnética e exames sanguíneos, vão ajudar na avaliação das reais origens da patologia instalada.
Entrar em contato com o diagnóstico da Microcefalia pode ser muito difícil para os pais, podendo gerar diversos sentimentos como profunda tristeza, culpa, medo, raiva, por isso é aconselhável à procura de:
Ajuda de profissionais que já lidam com o problema e estão aptos a dar um suporte para lidar com a situação, inclusive emocionalmente, terapeutas experientes.
Buscar também a proximidade de outras famílias que passam pela mesma situação e encontrar assim um apoio psicológico emocional.
Tratamento
Não há tratamento da Microcefalia, mas existem procedimentos para amenizar os efeitos da ocorrência, no que diz respeito ao desenvolvimento mental da criança.
A cirurgia realizada nesse caso, é feita no momento em que o fechamento dos ossos da cabeça é constatado, no período dos dois primeiros meses de vida do bebê e o procedimento visa abrir as suturas dos ossos, evitando que o crânio se feche, comprimindo o cérebro, impossibilitando-o de crescer.
Quando a Microcefalia é tardiamente detectada, o tratamento visa diminuir as consequências e sequelas provocadas pela anomalia e refletidas na criança de maneira a debilitar o seu desenvolvimento intelectual.


Como não é possível converter o quadro da doença depois de instalado, o que se deve fazer é lançar mão de terapias que venham melhorar a qualidade de vida da criança, estimulando suas possibilidades como a fala e sua criatividade. Fisioterapia, terapia ocupacional e outras formas de estimular a criança no seu desenvolvimento motor, intelectual e emocional.
Prevenção
Se houver histórico na família da Microcefalia, é viável preveni-la consultando um geneticista antes de engravidar e expor-se a essa possibilidade. Efetuar o pré-natal esquivando-se do uso de drogas, álcool, durante a gestação e se ater a todos os cuidados referentes às causas abordadas no estudo para evitar as consequências.

Fonte: Saúde,Doenças e medicina